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Fernando Botero morre aos 91 anos; conheça a obra do artista colombiano

Publicado por Victoria Louise em 18/09/2023
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Conhecido como “pintor de gordinhos”, artista enfrentava problemas de saúde e recentemente esteve internado para tratar uma pneumonia

Morreu nesta sexta-feira (15) o artista colombiano Fernando Botero, aos 91 anos. Ele estava em sua casa, no principado de Mônaco, na França. De acordo com a imprensa internacional, o pintor, escultor e desenhista acumulava alguns problemas de saúde provocados pela idade avançada. Nos últimos dias, ele esteve hospitalizado por causa de uma pneumonia, mas deixou a unidade médica para se tratar em domicílio.

Fernando Botero in Monaco on February 14, 2001. Photo by Alain Benainous / Gamma-Rapho via Getty Images. Reprodução: Artsy

Nascido em Medellín, Botero foi o criador do movimento conhecido como “boterismo”. A assinatura em suas obras era o volume, sempre aplicado em personagens e animais, por exemplo. Por isso, era popularmente chamado como “pintor de gordinhos”.

Outros pontos que eram comuns em suas obras eram personagens de boca fechada, o bom-humor, a ironia, um toque de romantismo e também surrealismo, sempre em um tom lúdico. 

Botero ganhou fama e popularidade nas últimas décadas graças às pinturas e às enormes esculturas de bronze, que foram expostas em diversos lugares do mundo a partir dos anos 1990. As obras tridimensionais também seguiam a estética corpulenta aplicada nas telas. Algumas estão expostas na Plaza Botero, situada na cidade natal de Fernando Botero. O espaço público funciona como um museu ao ar livre e atrai muitos turistas que visitam Medellín.

Carreira de Fernando Botero

Dedicado, Botero destinou mais de 70 anos da sua vida à arte, e foi um autodidata. Ele iniciou sua carreira como ilustrador no fim dos anos 1940 no jornal El Colombiano. Depois, passou a estudar a arte de Piero della Francesca (1412-1492), um dos principais nomes da arte renascentista italiana. Esses estudos ajudaram Botero a desenvolver sua própria identidade a aprimorar o que mais tarde seria chamado de “boterismo”.

Mais à frente, o artista colombiano chegou a frequentar a Academia San Fernando, de Madrid, na Espanha, e a Academia San Marcos, de Florença, na Itália. 

Fernando Botero não veio de uma família de artistas, mas disse ter certeza do seu ofício ainda muito jovem e ganhou apoio da mãe. “Não havia tradição na minha família. Não sei por que comecei a desenhar touros, paisagens, naturezas mortas, por que as pessoas vieram para os meus quadros… O fato é que aos 19 anos eu queria ser pintor. E minha mãe me deixou. Aos 19, já fiz a minha primeira exposição”, relembrou em entrevista ao El País, em 2019.

Ao jornal, o pintor também revisitou o momento em que percebeu ter criado o seu próprio estilo. “A primeira coisa verdadeiramente boteriana que fiz foi um bandolim. Atraiu-me a amplitude e a generosidade do traço exterior de seu corpo e a pequenez do detalhe. Esse esboço foi meu ponto de partida”, contou.

Releitura de clássicos

Durante sua trajetória, o colombiano Fernando Botero fez inúmeras releituras de obras clássicas, reinterpretando uma das mais famosas pinturas a óleo ocidentais: a Monalisa, de Leonardo da Vinci (1452-1519), no ano de 1978. Contudo, inseriu nela toda uma estética “boteriana”, ou seja, bastante corpulenta. Outra versão que Botero adicionou sua assinatura foi a do Casal Arnolfini, mais famoso quadro do pintor Jan van Eyck.

Luiza Leão é jornalista, repórter e apresentadora. Já trabalhou em veículos como Notícias da TV, CBN, Terra e Estadão. Pernambucana radicada na Bahia, atualmente vive em São Paulo.

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