
Beatriz Milhazes desenvolveu uma linguagem própria e relevante, que a consolidou como artista de projeção global e ampliou a circulação de ideias e de repertórios do sistema da arte brasileiro. Como destaca Tiago Mesquita, crítico e curador paulistano cuja prática se dedica a investigar as conexões entre a arte brasileira e o circuito global, ela é “uma dessas vozes do sul global que têm sido muito escutadas para entender o desenvolvimento da arte moderna e das vanguardas na atualidade”. É a partir dessa linguagem que reunimos obras que dialogam com Beatriz Milhazes e estão disponíveis no catálogo da Artsoul.
A partir de questões como forma, cor, repetição e geometrismo, é possível aproximar sua produção da de outros artistas contemporâneos que investigam temas relacionados. A seguir, obras que dialogam com Beatriz Milhazes a partir dessas questões, disponíveis no catálogo da Artsoul:
Na gravura em tons quentes, o artista Juan Esteves desenvolve uma composição orgânica de forte síntese formal, na qual cor e geometria estruturam o espaço da obra.
Em Lhe ofereço II, Maria Luiza Mazzetto trabalha com sobreposições de cores e elementos tropicais. Nesta obra em acrílica sobre madeira, a artista também faz uso de repetições e intensidade cromática.


Se você se interessou pela instalação nas janelas do Museu de Arte da Bahia, concebida por Beatriz Milhazes especialmente para a exposição 100 Sóis, e pelo jogo entre forma, cor e luz, pode se interessar pela obra Pink, de Frida Harari Sitton. Nela, a artista utiliza acrílico e luz LED para criar um campo de cor e translucidez que expande a pintura para o espaço.
Na série Polidimensões, Adriana Tabalipa constrói composições a partir de camadas e repetição. Assim como Beatriz Milhazes, a artista estrutura sua obra a partir da relação de equilíbrio entre as cores.
Se você se interessa por obras que articulam referências à natureza e a elementos da cultura brasileira, você pode gostar da obra Nanã. Nela, o artista Bruno Pinheiro justapõe signos da cultura afro-brasileira e cores em tons saturados e contrastantes.
Beatriz Milhazes: 100 Sóis
Museu de Arte da Bahia – MAB | Av. Sete de Setembro, 2340 – Salvador
Horário de visitação: terça a domingo, das 10h às 18h
Período expositivo: 29 de janeiro a 26 de abril de 2026
Entrada gratuita
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